3 de agosto de 2015

Defesa diz que José Dirceu é 'bode expiatório' e que prisão é 'política'

Ex-ministro foi preso nesta segunda (3) na Operação Lava Jato.
Ele é suspeito de ter idealizado esquema de corrupção na Petrobras.




O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, afirmou em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (3) que o petista é um "bode expiatório" da Operação Lava Jato. Para Podval, a prisão de Dirceu tem "justificativa política".
17ª fase da Lava Jato_VALE ESTE (Foto: Arte/G1)
Dirceu teve prisão preventiva decretada nesta manhã na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. O ex-ministro do governo Lula é suspeito de ter idealizado o esquema de corrupção na estatal e de ter recebido propina para sua empresa de consultoria.

"Nós vimos alguns operadores, todos eles com milhões e milhões de dólares no exterior, eles mesmos já falaram, confessaram, entregaram as contas e o dinheiro. Ninguém fala de uma única conta, de uma única movimentação do Zé Dirceu no exterior. Não falam porque não tem. Então, ele, que é o grande responsável, não tem nada parecido com o que foi encontrado durante o processo", disse Podval.
"Aí é politizar uma questão jurídica e de forma injusta. Estão buscando um bode expiatório. Zé Dirceu é hoje um bode expiratório do processo. Estão tratando o Zé Dirceu como um grande prêmio que se encontrou ali", completou o advogado.

Para Podval, não há razões jurídicas para que fosse decretada a prisão preventiva do ex-ministro. Segundo o advogado, todos os documentos e contratos de prestação de serviços da empresa de José Dirceu foram entregues "antecipadamente" à Justiça Federal.
"É uma prisão que não precisava ter ocorrido. Acho que esse processo é um processo que se divide numa parte jurídica e numa parte política. E aqui não vou partidarizar a parte política. Mas, fato é, juridicamente falando: qualquer aluno de direito sabe que as razões para a prisão preventiva não existem. E a decisão que determina a prisão, para mim, não tem justificativa jurídica. A justificativa colocada parece mais uma justificativa política", acusou o advogado.

Para Podval, não há razões jurídicas para que fosse decretada a prisão preventiva do ex-ministro. Segundo o advogado, todos os documentos e contratos de prestação de serviços da empresa de José Dirceu foram entregues "antecipadamente" à Justiça Federal.
"É uma prisão que não precisava ter ocorrido. Acho que esse processo é um processo que se divide numa parte jurídica e numa parte política. E aqui não vou partidarizar a parte política. Mas, fato é, juridicamente falando: qualquer aluno de direito sabe que as razões para a prisão preventiva não existem. E a decisão que determina a prisão, para mim, não tem justificativa jurídica. A justificativa colocada parece mais uma justificativa política", acusou o advogado.

O mandado contra Dirceu, expedido pelo juiz federal Sérgio Moro, é de prisão preventiva – ou seja, não tem prazo determinado para expirar.
Ao ser questionado sobre quais seriam as motivações "políticas" para a prisão de José Dirceu e se o juiz Sérgio Moro estaria agindo "politicamente" na condução do processo da Operação Lava Jato, Roberto Podval afirmou que há uma "forte pressão popular" para se fazer justiça e que o clamor pode ter "interferido" no processo.
"Há, talvez não organizado, mas há um movimento de pressão popular, e essa pressão cai em cima de todos, inclusive sobre o juiz Sérgio Moro, que é cobrado pela população. Então há, de fato uma pressão popular", disse o advogado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DELICIA GELADO DE ABACAXI

SUPER GELADÃO DE ABACAXI I SOBREMESA ESPECIAL Receitas de Pai